• CrisUeda

Brincadeira de Criança

Atualizado: 13 de Set de 2019

Há uns anos atrás, a minha sobrinha perguntou qual era a brincadeira que eu mais gostava quando tinha a idade dela (10 anos). Eu respondi animada: “Aeromoça!” Com toda a espontaneidade de uma criança, ela me olhou com aquele olhar geração blogueira: “Oi?”


Rarararara rapidamente caiu a minha ficha* e percebi que para ela, essa brincadeira não fazia o menor sentido. (*mais uma pista da minha idade)


Na minha época, viajar era para poucos e era o auge do glamour. As aeromoças tinham uma imagem impecável, a comunicação perfeitamente atenciosa e assertiva. Elas mais do que serviam, cuidavam dos passageiros como se fossem únicos. Viajavam pelo mundo, conheciam diversas pessoas e culturas. E tudo de uma forma muito livre, sem destino certo.


Era exatamente isso que me encantava, brilhava os meus olhos e eu não via a hora passar depois de tantas viagens imaginárias que fazia.

Claro que tudo dentro do meu mundo de 10 anos de idade. Hoje, mais madura, o destino me levou para outra direção e entendi que ser aeromoça não passou de um sonho infantil. Entretanto, consegui resgatar aquele mesmo encantamento de criança na consultoria de Personal Branding.


Cada cliente pra mim é uma viagem diferente. São histórias, identidades, dores e culturas diversas. A direção e o caminho são um mistério pra mim. Gosto de atender cada um com sua individualização e olhar único.


Quando o meu cliente chega no destino final da consultoria e desembarca feliz, carregando nas mãos a sua Marca Pessoal mais estratégica, imediatamente volto aos meus 10 anos de idade. Com o mesmo encantamento, brilho nos olhos e nem percebi a hora passar.


Apliquei esse exercício de resgate da brincadeira de criança com uma cliente. Enquanto ela me descrevia e me falava o por quê gostava tanto de brincar de queimada, ela mesma percebeu um padrão que se mantém até hoje. Ela gostava de montar as estratégias do time antes. Reunia todos e determinava quem seriam as "iscas", os catadores de bola, os arremessadores e aqueles que distrairiam os adversários correndo incansavelmente. Se dava certo? Quase sempre. Mas ela disse que a maior felicidade era ver no jogo seguinte, todos brigando pra ser do time dela. Hoje essa minha cliente é uma grande executiva comercial, altamente estratégica e desenvolvedora de equipe.


E você? Consegue ver alguma similaridade das suas brincadeiras de criança com o que você faz hoje?

Vamos explorar mais sobre isso juntos?